Para que a escola seja a segunda casa, a casa deve ser a primeira escolaLeitura de 4 minutos

Família na escola 11 de junho de 2018
que filhos queremos deixar para o mundo

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Para que a escola seja a segunda casa, a casa deve ser a primeira escolaLeitura de 4 minutos

Neste artigo, Murilo Gun divide com você um tema que vem forte já no título, “Para que a escola seja a segunda casa, a casa deve ser a primeira escola”. As crianças aprendem o tempo todo, através do ensino sim mas, principalmente, com exemplos. Boa leitura!

 

A coisa mais importante que você precisa saber sobre educação é: as palavras ensinam, mas os exemplos arrastam.

 

Pronto!

 

É só isso que vc precisa saber.

 

Na escola, nossos filhos passam várias horas por dia aprendendo principalmente (mas não exclusivamente) através do Ensino.

 

O “Ensino”, segundo a Wikipedia, é uma “forma sistemática de transmissão de conhecimento utilizada pelos humanos para instruir e educar seus semelhantes”.

 

Mas fora da escola as crianças continuam aprendendo, só que nesse caso estão aprendendo mais pelo Exemplo do que pelo Ensino.

 

Nós, pais e mães, algumas vezes paramos para educar via Ensino (transmissão de conhecimento de forma sistemática), mas 100% das vezes, mesmo sem a gente perceber e querer, estamos educando via Exemplo.

 

Você chega em casa todo dia reclamando do inferno que é o seu trabalho?

Você está educando que o trabalho é um lugar de desprazer.

 

Você perde a cabeça e grita no meio de uma discussão com sua esposa/marido?

Você está educando que perder a cabeça e gritar numa discussão é normal.

 

Você compra DVD pirata? Você está educando que alguns tipos de crimes são de boa.

 

Mesmo que a gente queira ensinar que determinada coisa é certa ou errada, isso só vai se sustentar se o exemplo que você dá for coerente o que foi dito.

 

Como diz o Ralph Waldo Emerson, “o que você faz fala tão alto que eu não consigo ouvir o que você diz”.

 

Por isso que dizem tanto que filhos nos fazem ser pessoas melhores. Precisamos ser cada vez melhores como seres humanos para poder dar exemplos melhores para os ser-humaninhos.

 

E ainda precisamos ajudar todas as pessoas ao nosso redor (vizinhos, irmãos, primos, tios, amigos, babás…) para serem melhores pessoas, afinal, a educação via exemplo vem de todo lugar.

 

Muita gente se questiona “Que mundo queremos deixar para os nossos filhos”, mas também precisamos nos questionar “Que filhos queremos deixar para o mundo?”

 

O mundo que nossos filhos vão encarar não vai ser construído por nós, mas sim por eles. Eles vão viver 100 anos e nós temos apenas uns 20% desse tempo com eles sob nossa responsabilidade para prepará-los para os outros 80% que não temos nem ideia como será.

 

E aí, como faz?

 

Se não conhecemos como vai ser o mundo que eles vão encarar, o melhor que podemos fazer é ajudá-los a desenvolver habilidades “genéricas” que têm uma alta probabilidade de serem necessárias no futuro-que-não-temos-ideia-como-será: empatia, criatividade, coragem e resiliência.

 

Aí vem a grande pergunta:

 

Você é empático? Costuma sempre se colocar no lugar do outro?

Você é criativo? Costuma dar soluções fora do padrão para os seus problemas?

Você é corajoso? Costuma perceber seus medos e ir em frente, mesmo com medo?

Você é resiliente? Costumo se levantar firme após as frustrações?

 

Os filhos que queremos deixar para o mundo dependem dos exemplos que damos a cada segundo todos os dias.

 

Clique aqui se quiser aprofundar mais nesse assunto, dá uma olhada na minha série QUE FILHOS VOCÊ QUER DEIXAR PARA O MUNDO?

 

Inclusive o título deste artigo “Para que a escola seja a segunda casa, a casa deve ser a primeira escola” veio de um comentário feito lá na série. Fica a dica: vale a pena dar uma olhada nos comentários. E deixa o seu lá também. 😉

Pesquisas mostram que é baixa a participação dos pais comprometidos com o desempenho escolar dos filhos. Clique aqui e saiba como engajar os pais na escola e reverter esse quadro trazendo-os para perto da vida escolar dos alunos.

 
Por Murilo Gun – pai da Maria Valentina, marido da Dani, professor de criatividade, fundador da Keep Learning, ex-comediante stand-up e ex-cover do Wesley Safadão.

 

         
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