Mães no Instagram: o dia a dia na era digital

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Entrevista com @papomaterno
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O Instagram vem se tornando uma ferramenta cada vez mais divertida e indispensável para a comunicação. Lá a gente encontra notícias dos mais diversos assuntos: política, viagem, moda, entretenimento, e muito mais. Mas um dos pontos mais interessantes é a possibilidade de trocar ideias e consumir conteúdos de pessoas reais, que compartilham as suas experiências com toda a rede.

 

Um perfil que faz muito sucesso – e que a equipe da Agenda Edu é fã – é o Papo Materno, onde a Luma Natasha conta para os mais de 240 mil seguidores o seu dia a dia com a filha Bia, de 4 anos. Conversamos com a Luma para saber um pouco mais dessa história.

 

Conta mais sobre como surgiu o perfil Papo Materno no Instagram?

Eu já trabalhava com mídias sociais, já estava acostumada a postar e mexer com essas ferramentas. Quando a Bia nasceu eu quis criar um perfil pessoal para falar sobre maternidade, pra conversar com outras mães que estavam passando pelo mesmo momento que eu. Eu queria me comunicar mais com as pessoas.

 

Hoje você produz bastante conteúdo sobre o cabelo cacheado da sua filha. Como surgiu essa necessidade?

O perfil já tem 4 anos, vai acompanhando o crescimento da Bia, por isso tem fases: Já falei sobre nascimento, introdução alimentar desfralde, etc. Eu trabalho fora, então nessa correria, todos os assuntos que escrevo refletem o momento que a gente tá vivendo. A Bia foi crescendo e eu comecei a cuidar mais do cabelo dela, que é cacheado e bastante volumoso e as pessoas começaram a me perguntar sobre como eu fazia, o que eu passava no cabelo dela. Muita gente no Brasil tem o cabelo cacheado e era muito difícil encontrar informações sobre isso. Eu comecei a ver alguns conteúdos sobre cabelo crespo, cabelo black, mas não achava nada para cabelo cacheado. Acabou sendo um processo natural.

 

Eu gosto de cuidar do cabelo da Bia, de testar novos produtos, e isso não está ligado às pessoas acharem o cabelo dela bonito, eu faço isso pra ela gostar do próprio cabelo. Se ela quiser futuramente mudar o cabelo, ela vai poder mudar, mas eu quero que hoje ela valorize isso, eu ensino ela a se aceitar como ela é. O momento de cuidar do cabelo virou o nosso momento juntas, um momento divertido também.

 

Esse ponto é muito interessante porque antigamente não tinha esse cuidado, era como se todos as crianças fossem iguais.

Verdade. Antigamente a gente tinha como padrão o cabelo liso. Era uma imposição, por exemplo. Eu fico muito feliz que agora a gente tenha a oportunidade de falar abertamente sobre as diferenças e valorizá-las. Não é só o tipo de cabelo, mas também a cor da pele e outros aspectos. Hoje, a gente tem a oportunidade de educar melhor as crianças nesse sentido. Apesar da Bia ter apenas 4 anos, ela entende muito bem. Não é pra ficar mais bonita, é pra ela se sentir bem, pra cuidar dela.

 

Como é a resposta do público? A maior parte são mães?

No começo eu fiquei bastante surpresa. 90% do público tem filhos da mesma faixa etária e a maioria tem filhos com cabelos cacheados. Mesmo quem não tem filhos com cabelo cacheado acabam fazendo os tratamentos com outros produtos, mas continuam muito interessadas nesse conteúdo.

 

Como é a sua relação com a escola? Você se acha uma mãe engajada na vida escolar da sua filha?

Sim, muito! A escola é como se eu tivesse deixado na casa de um familiar. Ela estuda numa escola pequena, onde eu conheço todos os funcionários, eles sabem as individualidades e preferências de cada criança. É como se fosse família. Participo também de todos os eventos, tiro as fotos oficiais. A escola é muito aberta, tenho acesso a todos.

 

A escola da Bia utiliza a Agenda Edu, certo? O que você acha da plataforma?

Complementando essa questão do acesso, a Agenda Edu facilita muito a minha vida porque eu consigo saber praticamente em tempo real o que a Bia tá fazendo, me sinto segura em receber todas as informações. E tem também a questão da comunicação online com a equipe do colégio, para saber alguma novidade, saber se está faltando algum material, por exemplo.

 

Na Agenda de papel a gente acaba ficando no automático, parece que todo dia é a mesma coisa, a gente vai só assinando no automático. Além disso, as coisas importantes acabavam sendo faladas e a gente acabava esquecendo. Com a Agenda Edu não tem esse risco, além do aplicativo eu recebo as informações por email, fica tudo guardado. Me sinto muito mais próxima da escola. Uma funcionalidade que eu gosto muito é o cardápio, que me ajuda muito a acompanhar a alimentação da Bia, o que ela comeu no dia, quanto ela comeu.

 

Você trabalha bastante a questão da autoestima da sua filha. Qual você acha que é papel da escola na construção da autoestima das crianças?

A escola é fundamental nesse processo. No caso da Bia, por exemplo, eu conversei com a escola e expliquei como tratar o cabelo dela, do jeito que ela gosta. Eles me ajudam e continuam a rotina que eu faço em casa, não tratam como se fosse uma coisa boba, porque isso é importante pra criança. A escola precisa entender as características de cada criança para ela se sentir única.

 

Quais são os desafios da maternidade atual para você?

Eu acho que o maior desafio é dentro da gente, de lidar com a culpa, em tentar ser perfeita, ser super mãe. O desafio é saber lidar com todos as dificuldades, saber encarar as coisas sem querer que seja tudo perfeito, porque não é assim nem na maternidade, nem na vida.  A educação do seu filho tem que ser o reflexo natural da sua vida. Família, escola, amigos é um conjunto e tudo isso vai construindo a educação do seu filho, junto com os exemplos que você dá e a vida que você leva. Ah, ter uma rede de apoio também é bacana para conseguir conciliar tudo, isso é muito importante.

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