A importância do ensino de Libras na escolaLeitura de 4 minutos

Acontece na escola Aproximando famílias 27 de julho de 2018

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A importância do ensino de Libras na escolaLeitura de 4 minutos

O ensino da língua brasileira de sinais (Libras) na escola além de ser uma educação inclusiva, é responsável pela formação de alunos surdos no país, criando novas possibilidades para essas crianças.

 

Em pesquisa realizada pelo Censo IBGE de 2010 verificou-se que o número de brasileiros com deficiência auditiva era de mais de 9,7 milhões de pessoas, o que significa mais de 5% da população brasileira. No entanto, embora muito se fale na atualidade a respeito de inclusão social e acessibilidade, nota-se que a comunidade surda enfrenta muitas dificuldades no que diz respeito a comunicação e educação.

 

No contexto da educação, vale destacar o conteúdo do art. 27 e seu parágrafo único da Lei 13.146/2015º:

 

Art. 27.  A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem.

 

Parágrafo único.  É dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação.

 

Como descrito no artigo acima, a responsabilidade de garantir todos esses direitos não é somente do Estado e da família, mas de toda sociedade.

 

Como praticar libras na escola

 

É comum que as instituições de ensino busquem efetivamente pela inclusão quando algum aluno necessite de um atendimento especial, como por exemplo, que a escola contrate um intérprete de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), caso possua algum aluno surdo.

 

No entanto, seria interessante ensinar a linguagem dos sinais nas escolas mesmo sem haver alunos com deficiência auditiva, de modo a incluir não somente no ambiente escolar, mas na vida cotidiana mesmo, como por exemplo ser parado na rua para pedir informações e saber se comunicar mesmo o outro sendo surdo e vice-versa.

 

Infelizmente a maioria das pessoas pensam que os surdos só se comunicam com outros surdos, mas a realidade é que eles fazem todas atividades que qualquer pessoa faz. Precisam ir a lojas, supermercados, farmácias, hospitais, academias de ginástica, etc. Na verdade, a chance deles estarem cercados o tempo todo de outras pessoas que também possuam deficiência auditiva é pequena.

 

Ainda nos primeiros anos de vida da criança costuma-se ensinar algumas expressões de saudações, números e cores em inglês, sendo notável a facilidade com que a criança aprende. Seria muito importante levar à escola também algum profissional que pudesse ensinar a essas crianças e/ou aos adolescentes a linguagem dos sinais ainda que de forma básica, o que já faria muita diferença.

 

É necessário falar sobre inclusão social e, sobretudo, é essencial ensinar o cidadão a ter consciência de praticá-la.

 

Um grande exemplo prático de como a inclusão social pode transformar salas de aula, começou em 2017, na Escola Municipal Amadel Beringhs, localizada em Taubaté, quando  a escola teve a agradável surpresa de receber em seu projeto de estágio de pedagogia a universitária Michelle Sabrina Leite Apolinário. Michelle é surda e, durante o projeto do estágio, precisou estar acompanhada do seu intérprete, o que sempre manifestava curiosidade. Assim, ela passou a ensinar LIBRAS às crianças, aos colegas que faziam parte do projeto de estágio e aos professores da escola.  

 

Michelle disse em entrevista ao G1 que tem como objetivo ser professora de línguas de sinais e também ensinar as crianças a terem essa experiência. Disse que quer motivá-los a terem contato com as pessoas surdas em um relacionamento inclusivo porque “a história do surdo foi muito sofrida. Eles sofreram muito bullying, muito preconceito”.

 

A história de Michelle é inspiradora, pois mostra que é necessário sim falar sobre inclusão social, mas sobretudo é essencial que cada cidadão tenha a consciência de praticá-la.

 

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Fonte:
G1

         
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