Sua escola entende os processos de Neuroaprendizagem?

Leitura de 3 minutos
 
Por Luciana Brites – Psicopedagoga e psicomotricista, fundadora do Instituto Neurosaber. 

 

Educar é muito mais que ensinar. Educar é entender. E é exatamente essa visão que as escolas precisam ter todos os dias.

 

Entender as nossas crianças, principalmente o que passa na cabecinha delas, suas dificuldades e seu funcionamento cerebral antes de definir qualquer processo de aprendizagem pode tornar a educação mais prazerosa e eficiente.

 

Mas será que todos os educadores têm essa visão?

 

Infelizmente, a neuroaprendizagem ainda é um tabu dentro das salas de aula. Com base na experiência que temos em lidar com milhares de profissionais da educação todo os dias em nossos canais da Web, percebemos o quanto ainda são carentes de informações a respeito disso.

 

Não é falta de experiência, falta de conhecimento ou de capacidade profissional. A neuroaprendizagem ainda não é abordada na maioria das formações psicopedagógicas no Brasil, e isso cria uma defasagem em nosso ensino.

 

O que é a neuroaprendizagem

 

A neuroaprendizagem estuda o ato de aprender, tendo como base as funções cerebrais, como o aspecto cognitivo, entre eles: a linguagem, a capacidade de raciocinar, memorizar, tomadas de decisão, concentração, entre outros.

 

Para você ter uma ideia, a múltipla memória e múltiplas vias neuronais são acionadas ao mesmo tempo para dar significado às novas informações recebidas pelo cérebro. Assim, o trabalho de cada parte precisa ser visto como um todo integrado em harmonia. E é a experiência com o ambiente que vai definir quais áreas serão mais ou menos acionadas.

 

Portanto, entender a neuroaprendizagem é compreender aquela criança que não presta atenção na aula direito. Aquele aluno super agitado ou que tem dificuldades expressivas na escrita e leitura, de se relacionar com os colegas, enfim. Dificilmente essas crianças receberão o suporte necessário se o professor não souber como intervir pela falta de conhecimento do seu funcionamento cerebral.

 

Ao tomar conhecimento dessas dificuldades de aprendizagem, o professor dá um passo importante que reflete em toda a vida acadêmica da criança. Mas, quando ele é ignorado na pré-escola, as dificuldades que poderiam ser identificadas no início podem perpassar todas as áreas da vida do adolescente e adulto.

 

A contribuição cada vez mais ampla e exponencial da neurociência no campo do funcionamento cerebral tem favorecido a Era inclusiva. Tem também trazido novas concepções com meios mais eficazes e novas propostas didáticas para facilitar a adoção de novos e criativos métodos de ensino.

 

A Neurosaber

 

Nós da Neurosaber somos um projeto que acredita na transformação de práticas profissionais e vivências familiares por meio do conhecimento. Já formamos mais de 10 mil profissionais e famílias, e trabalhamos todos os dias para levar conteúdo rico e com fundamentação científica para dentro de escolas, clínicas e casas.

 

Não estamos nessa missão sozinhos. Por isso contamos com parcerias como a Agenda Edu para disseminar essa mensagem de transformação, e agregar ainda mais valor ao conhecimento científico. Você leitor, poderá conferir artigos escritos pela Neurosaber aqui na Agenda Edu e em nosso blog.

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