A sala de aula do futuro: 5 boas práticas do aprendizado ativoLeitura de 5 minutos

Acontece na escola Tendências em educação 24 de janeiro de 2019
práticas para aplicar em sala de aula

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A sala de aula do futuro: 5 boas práticas do aprendizado ativoLeitura de 5 minutos

Quando você escuta falar de ambientes de ensino inovadores e espaços makers, qual a primeira coisa em que você pensa? Impressoras 3D? Arduino? Cortadora a laser?

 

Não vamos negar que eles agregam, mas a ferramenta mais importante de uma sala de aula inovadora é a capacidade de incentivar o aprendizado ativo e o pensamento autônomo. Isso vem com rotinas e metodologias ativas que coloquem os alunos como protagonistas de sua jornada.

 

Engana-se quem pensa que eles só são aplicáveis a disciplinas científicas e matemáticas.

 

Nos Estados Unidos, um jardim de infância resolveu incorporar a Cultura Maker ao horário de almoço e instaurou um sistema: as crianças precisavam escolher o que iam comer, ficar em fila com suas bandejas e usar cartões magnéticos para pagar. Logo apareceu o primeiro desafio: suas pequenas mãozinhas não conseguiam equilibrar os pratos e passar o cartão no scanner ao mesmo tempo.

 

A educadora então propôs que o problema fosse resolvido em sala de aula, com os materiais que tinham ali disponíveis. O resultado se traduziu em grupos de alunos de 3 a 4 anos de idade cortando seus cartões de forma que apenas a parte escaneável (a única essencial) fosse incorporada a pulseiras e acessórios.

 

Importante salientar: ninguém disse a eles o que fazer. Eles apenas queriam poder pagar pelo almoço sem tirar as mãos da bandeja.

 

Esse é o aprendizado ativo em sua essência. Mas o que mais pode ser feito para estar em sintonia com essa tendência educacional?

 

1 – Compartilhe a responsabilidade sobre o aprender

Já passamos da fase em que o professor atua como um disseminador de conteúdo. O papel do educador, hoje, é facilitar o aprendizado e mostrar ao aluno que ele também é responsável por buscar informação e ser produtivo, em vez de permanecer passivo.

 

Ademais de envolver todos os participantes e promover atividades, o educador deve ainda redirecionar sua autoridade para empoderar outros estudantes. O aluno tem uma dúvida? “Poxa, a Mariana sabe como fazer isso, por que você não pergunta a ela?”

 

2 – Incentive a autonomia

Nenhuma escola vencerá a batalha contra os smartphones e os tablets, então por que não usá-los para o bem? Dispositivos tecnológicos que já fazem parte do cotidiano dos alunos podem ser instrumentos para pesquisa e apuração, ou mediadores de atividades coletivas.

 

Além disso, tenha a curiosidade e os interesses dos alunos como ponto de partida para novos projetos e experimentos. Descubra o que os faria iniciar um processo investigativo ou inventivo de forma independente, para que eles também desenvolvam competências e incrementem seu conhecimento com base no que gostam. Então, dê feedbacks para que eles entendam que ajustes podem fazer para se beneficiarem no caminho e atingirem os objetivos que determinaram para si.  

 

3 – Encare cada aluno com um indivíduo

Mas permita que se complementem como grupo. Cada jovem tem inteligências e expertises diferentes e deve ser encorajado a explorar todo o seu potencial em disciplinas diversas. Porém, concentrando-se naquilo que faça mais sentido para ele.

 

O educador deve se preocupar em incluir diferentes domínios em seus projetos. Mas ele também entender estilos e técnicas que podem ser adaptados a variados tipos de personalidade. É importante ir de grupos pequenos a grupos grandes, de debates a exercícios escritos, de atividades corporais a musicais, passando por raciocínio lógico e expressão artística. Conhecer as particularidades de cada aluno ajuda ainda a dar a eles o suporte necessário para que vençam obstáculos em cada um dos cenários em que se sentirem em desvantagem.

 

4 – Utilize o espaço no processo de investigação e experimentação

O aprendizado por meio de experiências é um dos caminhos mais eficientes para a absorção de conhecimento. Por isso, os espaços makers apresentam resultados tão positivos. Encare cada objeto em sala além de sua função principal. Estimule a criatividade no uso dos recursos disponíveis e busque aprofundar cada atividade, conectando-as a outras disciplinas.

 

Prepare o espaço com intenção, de forma que ele facilite interação e movimento. Deixe materiais ao alcance das crianças, permitindo que cadeiras, mesas ou almofadas sejam trocadas de lugar. Também é possível criar cantos específicos para cada propósito. Só não se esqueça que explorar ambientes além das paredes da escola também pode ser muito instrutivo!

 

5 – Dedique tempo para a reflexão

Reflexões individuais, em pares ou em grupos são uma oportunidade de colocar os pensamentos em ordem, voltar ao que foi experimentado e consolidar o aprendizado. Além disso, conectando um novo conhecimento a experiências tanto reais quanto imaginárias dos alunos. Eles ganham um entendimento melhor de como aplicá-lo e em que contextos.

 

No final das contas, o aprendizado ativo também é sobre diminuir o abismo entre a teoria e a prática, usando a realidade, os interesses, as habilidades e o potencial de cada aluno como ponto de partida. Assim, os empoderamos para que, em vez de esperarem por soluções, eles as criem.

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